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Medos e Fobias - Qual a diferença, como identificar e como tratar a fobia
Medos e Fobias: Qual
a diferença e como tratar.
Autor: Jorge Augusto Govoni de Lacerda
CRP 08/16.801
É muito comum alguém falar de seus medos citando que “tem fobia de dentista”, “fobia de avião”, “fobia social”, “fobia de barata” ou “fobias estranhas”, como “fobia de sangue”, “fobia de líquidos” e “fobia de borboletas”.
Esse pode ser um assunto muito mal interpretado, nos dois sentidos: tanto um pode supervalorizar esse medo, chamando de fobia, enquanto outro pode ser satirizado por seu medo “irracional”, não tendo reconhecida e respeitada a condição fóbica.
Pretendo explicar a diferença entre medo e fobia, e elucidar com exemplos pontuais as distinções devidas.
Medo
Aprimorando e sintetizando a definição do Wikipedia para o medo: envolve uma série de respostas reflexas (ou seja, autônomas, as quais não se optam por emitir) emitidas por dado organismo a certo estímulo antecedente (auditivo, visual, verbal, cenestésico ou olfativo) ou contexto (situações mais complexas aonde estímulos se combinam).
Quando ocorre a resposta reflexa do medo, acontecem várias mudanças biopsicossociais no organismo amedrontado, tais como: indução de estado de alerta demonstrado pelo receio de alguma coisa, reações químicas hormonais (descarga de adrenalina no organismo), aceleração do sistema cardiorrespiratório, tremores, palpitações, “pensamentos negativos”, entre outros - tudo para sinalizar a iminência e possibilitar ao organismo fugir ou lutar.
tríplice contingência:
Estimulo = "Buh!" ---------- Resposta: = "AAAAAAAhhhhhhhh" ========= Consequência: Medo de ....
Logo que não se vê tão ameaçado ou que a ameaça é amenizada, o medo passa.
Você sente “medo de dentista”, por exemplo, quando age como eu: fica se segurando na cadeira, fecha os olhos e tem uma aceleração do sistema cardiorrespiratório quando o dentista liga aquela broca (como eu, talvez você lembre-se da sensação que foi a vez que um dentista pegou sua gengiva com a broca).
Em segundos, o medo se dissipa, e o organismo volta ao normal.
O mesmo vale para o “medo de amar” ou o “medo de avião”: como eu, você pode sentir um friozinho na barriga e um receio, começar a ter “pensamentos negativos”, tipo “e se fulana trair?! E se me mal tratar?!” ou “e se o avião cair!? E se tiver um terrorista a bordo?!”. São preocupações relativamente verdadeiras, é claro.
Todos já sabem quem já foi traído ou já passaram na pele por uma traição. E todos sabem que, apesar de relativamente seguros, se o avião cair ou explodir, é pequena a chance de sobrevivência.
Ou seja, o medo é uma reação PROPORCIONAL ,“CABÍVEL” e “RACIONAL”. (logo que ler a explicação para fobia, vai entender porque cabível e racional foram citadas entre aspas).
Note que o recruta esta com cara de assustado e com o corpo levemente inclinado para trás, proporcional a inclinação do oficial que esta passando um sabão
Em termos comportamentais: é medo quando existe proporcionalidade entre intensidade, duração, frequência e numero de respostas que o organismo amedrontado emite frente a ameaças.
Fobia
A fobia é um dos Transtornos de Ansiedade existente. Assim, Transtornos Fóbico-Ansiosos é o nome correto, segundo o site psiqweb (veja aqui), para 3 condições que compõem um grupo de transtornos nos quais uma ansiedade intensa é desencadeada por situações determinadas e que não representam algum perigo real. Por esse motivo estas situações fóbicas são evitadas ou suportadas com muito temor ou angústia.
Existem 3 tipos de Transtornos Fóbicos-Ansiosos: Fobia Social, Fobia Específica e Agorafobia.
Nesse artigo vou apenar citar a Agorafobia (literalmente, medo da ágora, as praças de mercado – trata-se de um nome antigo): é o medo generalizado de lugares ou situações aonde possa ser difícil ou embaraçoso escapar ou então aonde o auxílio pode não estar disponível.
Já a fobia social será tema aprofundado em outros tópicos futuros.
Como o medo, a fobia envolve respostas reflexas (ou seja, autônomas, as quais não se optam por emitir) emitidas por dado organismo a certo estímulo antecedente (auditivo, visual, verbal, cenestésico ou olfativo) ou contexto (situações mais complexas aonde estímulos se combinam).
A diferença da resposta Fóbica (a reação que a pessoa com fobia tem frente a um estímulo aversivo) para a resposta do Medo não é em termos das mudanças biopsicossociais no organismo, mas sim em termos da proporcionalidade entre intensidade, duração, frequência e numero de respostas que o organismo fóbico emite frente a ameaças ou inclusive sem estar frente à ameaça alguma.
Ou seja, o cliente emite comportamentos do quadro de Fobia Social ou Fobias Específicas (às vezes autodenominadas como fobias estranhas) como “Fobia de Borboletas”, por exemplo, quando:
1) O simples ato de ouvir falar sobre ou imaginar: seja ir a uma reunião ou festa OU uma borboleta voando acima de sua cabeça (isso se denomina Ansiedade Fóbica)
2) Ver vídeos de uma festa ou reunião de um desenho animado OU ver uma borboleta de plástico do kit de bichinhos de látex do sobrinho de 8 anos.
3) No exemplo da “fobia de dentista”, o simples barulho de algo que se assemelhasse a uma broca poderia eliciar a emissão da resposta fóbica.
O site Psiqweb traz uma distinção importante e fala da “Fobia como sintoma”: aparece como um medo imotivado e patológico, desproporcional e especificamente orientado para um determinado objeto ou situação. O que eles querem dizer é “a fobia existe como uma manifestação aguda”.
Assim, menciona-se também no Psiqweb que o Transtorno Fóbico-Ansioso se caracteriza pela prevalência de sintomas Fóbicos, ou seja, medo imotivado e patológico, desproporcional e especificamente orientado & persistente diante de um objeto ou situação específica. O que esta sendo dito é que trata-se de uma condição que é distinta por ter aspectos “crônicos” e trazer graves comprometimentos a vida laboral, pessoal e social aqueles acometidos.
Diretrizes e Critérios de Diagnóstico
para Fobia Específica:
|
A. Medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado
pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (por ex., voar,
alturas, animais, injeção, ver sangue).
B. A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase que invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico ligado à situação ou predisposto pela situação. Nota: Em crianças, a ansiedade pode ser expressada por choro, ataques de raiva, imobilidade ou comportamento aderente. C. O indivíduo reconhece que o medo é excessivo ou irracional. Nota: Em crianças, esta característica pode estar ausente. D. A situação fóbica (ou situações) é evitada ou suportada com intensa ansiedade ou sofrimento. E. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida (ou situações) interfere significativamente na rotina normal do indivíduo, em seu funcionamento ocupacional (ou acadêmico) ou em atividades ou relacionamentos sociais, ou existe acentuado sofrimento acerca de ter a fobia. F. Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração mínima é de 6 meses. G. A ansiedade, os Ataques de Pânico ou a esquiva fóbica associados com o objeto ou situação específica não são melhor explicados por outro transtorno mental, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (por ex., medo de sujeira em alguém com uma obsessão de contaminação), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (por ex., esquiva de estímulos associados a um estressor severo), Transtorno de Ansiedade de Separação (por ex., esquiva da escola), Fobia Social (por ex., esquiva de situações sociais em vista do medo do embaraço), Transtorno de Pânico Com Agorafobia ou Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico. |
Para o Dr. Masci, Psiquiatra, (em artigo disponível aqui) “seis em cada dez pessoas com fobias conseguem se lembrar da primeira vez que a crise de medo aconteceu pela primeira vez, quando as sensações de pânico ficaram ligadas ao local ou situação em que a crise ocorreu. Para essas pessoas, há uma ligação muito clara entre o objeto e a sensação de medo”.
Posso exemplificar um caso de Fobia Especifica: o caso da pessoa emitindo resposta fóbica a borboletas - era uma mulher, já de certa idade (60 anos), que fez esse relato de sua infância, num local que tinha muitas borboletas em sua cidade natal – certo dia, brincando nesse local, um parente ou vizinho que cuidava dela lhe aterrorizou, falando que sua mãe lhe odiava, que ela era um problema, não valia nada.
Desse dia em diante, ela teve crises graves de resposta reflexa do medo ao pensar em ou ver uma borboleta: indução de estado de alerta demonstrado pelo receio de borboletas, reações químicas hormonais (descarga de adrenalina no organismo) ao ver ou imaginar borboletas, houve também aceleração do sistema cardiorrespiratório, tremores, palpitações e “pensamentos negativos”, que foram tanto relatados quanto presenciados por minha pessoa uma vez.
Seu coração saltou como se quase tivesse caído de um desfiladeiro. Ela ficou suando e disse “Eu sei que esse medo é ‘irracional’, ‘incabível’. Mas sei lá, vê se isso era coisa pra se falar para uma criança? Que a mãe não gostava dela?! Isso tudo me marcou, não consigo controlar....”.
Ou seja, a pessoa acaba em auto-estigmatização. Estigmatização, para o Dicionário Aurélio é:
1. Acusar como autor de ação infame; censurar, verberar: Estigmatizaram injustamente o governador.
2. Censurar, acoimar, condenar: "para estigmatizar não só a hipertrofia militarista, mas a própria instituição da guerra." (Ricardo Jorge, Sermões dum Leigo, p. 132).
3. Qualificar pejorativamente; apodar, tachar: Estigmatizou-o de infame.
Se usarmos termos como “fobias estranhas”, “medo irracional” e “medo incabível”, não é possível compreender o paradoxo que a linguagem impõe a tal questão: dizer que o comportamento de fobia social ou fobia de borboletas é irracional ou incabível é uma afirmação falsa e limitada.
Devemos dizer apenas que os comportamentos fóbicos são desproporcionais – é essa desproporção entre intensidade, duração, frequência e numero de respostas que o organismo fóbico emite frente a ameaças que o leva a auto-estigmatização, e consequentemente a afirmar erroneamente que seu comportamento é “irracional” e “incabível”. A pessoa se culpa por não conseguir se controlar.
Mas como eu mencionei no caso da fobia de borboletas, e como o Dr. Masci mencionou sobre os fóbicos, muitos sabem muito bem quando ocorreu a origem da condição fóbica. E ela muitas vezes esconde “emparelhamento de estímulos”: foi o caso da fobia de borboletas.
As borboletas que costumeiramente revoavam o local da brincadeira se tornaram um estimulo emparelhado ao estimulo aversivo verbal do vizinho ou parente que cuidava da menina.
Além disso, é necessário falar da “função do comportamento”: a reação fóbica é, muitas vezes, funcional para quem emite respostas fóbicas (ao menos no momento de sua geração, algumas vezes é também funcional sua manutenção – para elucidar o que é funcional, um exemplo é quando ganha apoio social após crises de fobia – ou seja, a resposta fóbica é sucedida de certa consequência recompensadora). Assim sendo, o organismo que emite respostas fóbicas foi ou pode ainda ser obter ganhos ao emitir tal resposta.
Então, as respostas fóbicas não são, de modo algum, “incabíveis” nem “irracionais”, pois tem uma função especifica de proteger um organismo frágil de ameaças para quais ele não tem estratégias de enfrentamento mais eficientes para empregar.
A técnica mais recomendada para o tratamento da fobia, é a dessensibilização sistemática. Numa progressão em gradiente de menor grau de aversividade até maior grau de aversividade, clientes são exposto a estímulos eliciadores de manifestações fóbicas, a fim de tornar seus comportamentos insensíveis aos estímulos aversivos, assim tais estímulos vão sendo desemparelhados do perigo e perdendo força como estímulos aversivos (veja video aqui de dessensibilização ao dentista).
Devo frisar que essa técnica só deve ser aplicada por profissionais da área, que possam oferecer o devido apoio ao cliente. Não recomendo que tente fazer isso em casa. Até porque recomenda-se aqueles acometidos pela fobia fazerem Psicoterapia.
Outro ponto importante em salientar: se algum psicólogo lhe disser que você “tem fobia”, cuidado! Responda-me uma questão, para elucidar minha perspectiva: se você “tem fobia”, aonde em você ela esta localizada?
Talvez você responda mente, sensações, pensamentos, sentimentos, lembranças. Eu não diria que nenhuma esta errada, diria que todas estão. Na verdade não é possível de fato saber se a fobia esta em nada disso, pois nada disso é palpável nem observável. Assim, é a parte empírica, observável e pública sobre você a qual é possível analisar e modificar: a fobia esta localizada no seu comportamento. Logo, você não pode se acusar nem ser acusado de “ter fobia”.
Por isso acredito na psicologia comportamental como uma ciência da libertação: você não pode e não deve permitir ser vitimado pela forma por qual o contexto ou os estímulos moldaram seu comportamento. Analise funcionalmente junto a um psicólogo comportamental sua fobia, você vai aprender muito sobre a sua condição.
Aos “fóbicos” eu diria que eles “não têm fobia”, mas “emitem respostas fóbicas”. Ou seja, a resposta fóbica é empírica, observável, manuseável e uma condição transitória e possível de ser modificada - não um atributo permanente de você, como uma doença crônica.
Um abraço a todos!
domingo, 27 de julho de 2014
Postado Por: Unknown
Qualidade de Vida em regiões de Baixa Temperatura: O Frio chegou, e não é Psicológico
QUALIDADE DE VIDA EM REGIÕES DE
BAIXA TEMPERATURA
O Frio chegou, e não é
Psicológico.
Autor: Jorge Augusto Govoni de Lacerda
Psicólogo, CRP 08/16.801
Muitos conhecem Curitiba, a
capital do estado do Paraná.
Para quem não conhece, é famosa
por seu sistema integrado de transporte público, que utiliza passagens únicas e
canaletas exclusivas para ônibus. Curitiba também é famosa por ser uma cidade
arborizada.
A capital Paranaense tem algumas
outras qualidades, mas vou direto ao ponto - quero falar dos pontos negativos
de morar em cidades frias como Curitiba e como
contornar a diminuição de qualidade de vida causada pelo principal defeito da
capital: faz muito frio!
Ok que não faz tanto frio quanto
no Rio Grande do Sul ou na Serra Catarinense. Mas incomoda.
Segundo o artigo “Cold environment
and Cold Work”, traduzindo, “Ambiente frio e trabalho frio”, um ambiente frio é
definido por condições que causam ao corpo perdas de temperatura além das
normais. Nesse contexto normal refere-se ao que as pessoas experienciam no dia
a dia sobre condições confortáveis, geralmente ambientes interiores, assim,
pode haver variação na normalidade devido a condições sociais, econômicas ou
pertinentes ao clima local – porém, o artigo define como frio ambientes com a
temperatura variando entre 18 cº e 20 cº.
Por anos, para esquentar pés e mãos, usei aquecedores de
cabelo (pifei 3), bolsa de água quente e aquecedores de ambiente (pifei 2). Mas
quando a mão esquentava, o pé já estava gelado novamente..Sempre tive esse
problema com frio nas extremidades, e sofro a 29 invernos seguidos. E suponho
que não sou o único a ter os pés e mãos sempre gélidos nessa cidade.
Esse mês, motivado pelo aumento
da conta de luz da copel em 25%, motivado pelas reclamações com as altas
faturas anteriores e motivado pela ineficiência dos aquecedores, instalei no
ambiente que mais fico um forno a lenha pequeno, tipo uma lareira. Foi a melhor coisa que fiz pela minha vida.
O frio tem seus aspectos
psicológicos, mas o frio não é psicológico, como dizem. Eu diria que as
mulheres gostam de pensar que o frio é psicológico, porque quando as mulheres
dizem que “não sentem frio” elas querem dizer “não podemos sentir frio se quisermos
estar bonitas”. Hahaha. Não é?!
Voltando ao tema, como lidar com
o frio?
No terceiro dia utilizando à
lareira, constatação: o frio impõe um gasto energético enorme ao corpo – minhas
mãos e pés não estavam mais esfriando em 5 minutos, estavam ficando quentes,
mesmo durante períodos os quais estava longe do fogo, em outro ambiente. Evidência:
levou MUITO mais tempo para esfriar as
mãos e os pés, mantiveram-se quentes por até 40 minutos longe do fogo.
Vamos a um trecho interessante do
artigo escrito por Dahlström, Göran, Granberg, Per-Ola, Holmér e Ingvar (será
que eles são de algum pais nórdico!?), “Ambiente frio e trabalho no frio”:
“Estresse pelo frio
pode estar presentes em muitas formas diferentes, afetando o equilíbrio de
calor em todo o corpo, bem como o equilíbrio de calor local de extremidades,
pele e pulmões. Os meios naturais de lidar com o estresse por frio é através de
ação comportamental e, em particular, a mudança e a adaptação da roupa.
Proteção suficiente impede de resfriamento. No entanto, a própria proteção,
pode causar efeitos adversos indesejáveis. [...] Resfriamento de todo o corpo
ou partes do corpo resulta em desconforto, função sensorial e neuro-muscular
prejudicada e, em última análise, lesão pelo frio. Desconforto pelo frio tende
a ser um forte estímulo para um comportamento de ação visando reduzir ou
eliminar o efeito do frio.”
Penso que isso tem haver com o gasto energético exacerbado que é imposto ao
corpo humano no frio: Como estou Diabético tipo I e sou adepto do método de
controle de carboidratos, sei que num dia quente preciso de 30g de carboidratos
a cada 2 horas. Num dia frio, normalmente preciso de 45g de carboidratos a cada
2 horas.
Supõe-se que, ao não gastar calorias tentando evitar a perda de calor, o corpo consegue
manter-se aquecido mais tempo com as mesmas 30g de carboidratos. Para um
diabético, comer carboidratos moderada e
planejadamente significa menor probabilidade de desenvolver complicações
secundárias no futuro. Isso vale para pessoas saudáveis, afinal qualquer um
pode desenvolver doenças cardiovasculares ou metabólicas, como a Diabetes tipo
II.
Mas, se você não puder instalar
em sua residência uma lareira, se você não quer comprar um poncho gaúcho e
mesmo se você for diabético, pode seguir essa dica: no frio, coma 1/3 a mais da porção de carboidratos que você geralmente
come. Seu pâncreas agradece se você souber balancear proteínas, gorduras
saudáveis e fibras. Conforme exemplo da tabela abaixo, você deveria comer a cada duas horas, em um dia frio, 3 fatias (em média 37g de carboidratos), enquanto em dias quentes você comeria 2 fatias (25g de carboidratos).
Outro ponto aonde o frio diminui
a qualidade de vida de Curitibanos, sejam eles saudáveis, diabéticos ou
portadores de outras condições: postura
corporal e mobilidade. Praticamente todas as articulações do meu corpo
doem, devido à magreza, fibromialgia e artrose (complicações secundárias da
diabetes).
Pode-se perceber que o
aquecimento do ambiente proporcionado pelo fogo da lareira, por atuar de forma
sistêmica no ambiente, atenua todas as dores articulares da artrose e todas as
dores difusas da fibromialgia. Bem, deixe-me reformular: na verdade, pode-se
perceber que o aquecimento do ambiente proporcionado pelo fogo da lareira não
permite que a pessoa prejudique sua biomecânica.
Explico.
A vasoconstrição é o fenômeno de encurtamento
no calibre dos vasos sanguíneos, e consequência
mais nefasta do frio: o sangue circula com mais dificuldade e, assim, é
mais difícil manter a temperatura corporal em 36 cº. Apesar de não ser médico,
imagino que vários tecidos que precisam do sangue circulando normalmente tem seu
desempenho prejudicado.
De fácil constatação, é visível a
diminuição da qualidade de vida dos moradores de locais frios como Curitiba em
termos de Mobilidade e Postura Biomecânica do corpo, devido consequência
vasoconstritora que o frio impõe ao tecido muscular: mas, com a lareira, tanto
a postura corporal correta (com
tônus muscular e ereta) quanto à mobilidade
(não ficar embaixo de um cobertor ou sentado numa cadeira em frente a um
aquecedor) foram possíveis como nunca. Evidência: sentimento de estar de férias
num resort de luxo, para ser bem sincero. Hahaha.
Nesta busca por mais qualidade de
vida e viver em uma cidade fria, aonde manter a temperatura corporal (não
sentir frio) é desafio, presta-se a seguinte constatação: com a lareira a produtividade laboral aumenta uns 10%. Em 3 dias de
transformações alquímicas, aonde a Calcinação de pequenos tocos de madeira se
dissolve em Calor conduzido ao ar, e assim, ao corpo, compromissos foram
realizados 2h antes do normalmente previsto. Lareira = fazer mais e melhor.
Sintetizando o que Dahlström, Göran, Granberg, Per-Ola, Holmér
e Ingvar do artigo “Ambiente frio e trabalho no frio” tem a dizer sobre isso: Prevenção
de diminuição de temperatura se dá por meio de vestimentas, anteparos e roupas,
como tocas, calçado de proteção, luvas e chapéus, que interferem na mobilidade
e destreza.
“Há um "custo de proteção", no
sentido de que os movimentos tornam-se restritos
e mais desgastantes para serem realizados. A contínua necessidade de
ajustamento dos anteparos, para manter um elevado nível de proteção, requer
atenção e juízo, e pode comprometer a fatores como a vigilância e tempo de
reação. Um dos objetivos mais importantes de pesquisas no campo da ergonomia é
a melhoria da funcionalidade da roupa, mantendo a proteção frio.”
Quer mais?
O atleta de alta performance e
escritor do best-seller “4 horas para o Corpo”, Timothy Ferriss, comenta neste
livro que a temperatura parece estar diretamente ligada a quantidade de massa
magra de uma pessoa: no livro, são descritas as conclusões de Ferriss e um
engenheiro de materiais da NASA sobre como a diminuição da temperatura, através
de banhos gelados ao longo do dia, ajudava na diminuição de peso. É possível supor
o contrário? Com a lareira e o aumento
da temperatura, poderá haver aumento no ganho de peso?! São cenas para os
próximos capítulos....
Para concluir, o frio deixa as pessoas mal humoradas,
afinal, você esta em Luta ou Fuga, irritado e se sentindo um boneco de neve
tentando batalhar contra o frio colocando blusas ou sentando na frente de um
aquecedor, se sentindo derrotado ao ser botado pra correr pro seu quarto por aquele
vento frio que passa por fora do recinto quentinho.
Acender ao fogo e sentir-se
aquecido tem como consequência um sentimento
de ser um humano pleno e feliz – uma casa fria não é um abrigo decente, e
assim uma das maiores necessidades básicas do ser humano esta insatisfeita e,
quanto menos aconchego, menos qualidade de vida. Já num ambiente quente, é possível
sentir-se aconchegado.
Por não ser um refém do frio e
poder manejar a temperatura do seu corpo, pra fechar os argumentos de porque a
lareira pode aumentar sua qualidade de vida, você também pode:
·
Fazer seus gatos perderem a obsessão por montar
um ninho no seu colo.
·
Ter um passatempo atávico – desde os primórdios da
humanidade o homem é facilmente hipnotizado pelo fogo.
·
Se livrar facilmente e de forma segura de
documentos sigilosos e comprometedores.
·
Ver sua namorada se sentir muito mais motivada
para tirar aquela blusa de lã que ela ganhou da prima como presente pelo
aniversário de 13 anos.
·
Fazer chimarrão, chás, cafés, batatas assadas e marshmellows.
Descubra o fogo e deixe de ser um homem primitivo. Recomendo instalar uma lareira em casa, principalmente se você mora numa cidade fria: é uma grande implementação
no seu #EstiloDeVida!
Jorge Augusto
Govoni de Lacerda
Psicólogo, CRP
08/16.801
Tradução - Captain Jack: Fazendo mulheres abordarem você
Fazendo mulheres abordarem você – O
reconhecimento da Comunicação Não-Verbal de Interesse em uma escala gradual
Postado por Captain Jack em www.betheseducer.com em 4 de março de 2010
Traduzido por Jorge Lacerda em 22 de junho de 2014
Um dos princípios do método científico é que se você tem uma teoria que explica
uma parte dos dados que você conhece, você deve ser capaz de prever algo que
você não havia notado anteriormente.
Se a coisa que você previu pode ser verificada no mundo real, em
seguida, você ganha mais confiança em sua teoria e pode mesmo a obter novas
fontes de dados que vão ampliar ainda mais a sua pesquisa, produzindo melhores
teorias, produzindo melhores princípios, produzindo mais mulheres. (kkk).
Então, no último sábado à noite eu tive urgência em sair à noite. Mas, antes de eu lhe contar a história, eu preciso contar-lhe um pouco do contexto:
Uma das teorias que eu cheguei à conclusão é que as mulheres se
consideram abertas para ocorrência do processo de corte muito antes do que nós
homens consideramos ser o inicio do processo de corte. Quantas mulheres
reclamam que os homens simplesmente não captam o interesse? Quantas mulheres
reclamam que os homens errados as abordam ou quantas reclamam que os homens as
abordam de forma ERRADA?
Na verdade, porra, quase praticamente todos os homens abordam de forma errada...
Sabemos que as mulheres realmente não têm tipos "físicos" que
tenham qualquer influencia real em questão de sedução um-para-um, como os
homens tem. Então, do que (diabos) que elas estão falando?
Se os homens ERRADOS as abordam, logo deve haver os homens CERTOS? Quem
são estes homens certos?
Lembra-se como antes de conhecer a comunidade do game você estava totalmente
invisível para todas as mulheres, exceto talvez algum encontro aleatório que
você conseguiu por acidente ou, talvez, algumas meninas em seu círculo social?
Você não sabia sobre Convites de Abordagem (do inglês AI, Approach
Invitation) e nunca nem reparou neles ... e, se uma menina viesse a olhar em sua
direção você se perguntava se havia papel higiênico preso ao seu sapato ou se havia
algo de errado com seu cabelo ...... bem, o que estou falando acontece até mais
cedo que um Convite de Abordagem (AI ou Approach Invitation).
Há uma Escalada de Conscientização
Não-Verbal que as mulheres se envolvem muito, muito mais cedo do que os
homens. (Provavelmente, porque estamos olhando para peitos dela enquanto eles
flutuam).
Quanto mais cedo você se tornar consciente dos passos nesta escala, mais
cedo você pode começar a usar isso em sua vantagem. Eu constantemente sou
abordado (e perseguido) por mulheres. Esta é uma nova tecnologia que eu venho
trabalhando desde julho do ano passado e têm usado com sucesso nas minhas
últimas 10 ou mais Aventuras bem sucedidas. ...
Eu vou contar para vocês, para
que vocês possam começar a experimentar com esse método.Eu usei-o com sucesso em livrarias, postos de
gasolina, bares até mesmo centros comerciais e restaurantes. Faz você ser abordado
igual ou tanto mais quanto se empavonar (peacocking, referente a teoria do pavão de mystery).
Só cuidado pra não exagerar: não é legal parecer de uma banda de death metal ou parecer meio gay
A Gradiente Escala de Comunicação
Não-Verbal
1. Foco de sua Atenção em agir com extroversão em relação ao meio ambiente e aos seus detalhes
(pessoas e etc)
2. Intenção de fazer a conscientização dos outros sobre você (o número 1
e 2 estão interligados)
3. Varreduras visuais para efetuar a conscientização de outras pessoas sobre sua
presença (você já viu isso antes ... uma garota está com um grupo de amigos ou
um cara - enquanto ela fala ela está olhando ao redor da sala para os outros).
4. Fazer gestos exagerados (ou sexuais) e / ou movimentação de posição
do corpo para conscientizar aos outros sobre sua presença.
5.Atenção focada na(s) outra(s) pessoa(s).
-> (Vocë poderia ser um jogador em um jogo
que a mulher quer jogar (Dinâmica 1)?)
---->
Se assim for, ela vai dar um Convite de Abordagem (AI ou Approach Invitation).
6. Prestar Reconhecimento ou Esnobada ao contato visual da outra pessoa.
7. Fazer um sinal de agradecimento e apreciação ao contato da outra pessoa.
---> (Mulheres e homens, muitas vezes, não
são bem-sucedidos com seus Convites de Abordagem porque bagunçam estes dois pontos
acima)
8. Modificação da posição do corpo no espaço em direção à pessoa, enquanto
se mantém os sinais de apreciação a outra pessoa.
Se tudo que você já conseguiu foi notar o número 3 ocorrendo (3.
Varreduras visuais para a conscientização de outras pessoas sobre a própria
presença), o segredo é o seguinte: quando os olhares se encontrarem, reconheça o
contato visual com um sorriso e reoriente o seu corpo em direção a ela –
somente isso já te colocara à frente da maioria dos idiotas, e assim ela
provavelmente vai te abordar.
Ou, se você simplesmente notou o número 3 ocorrendo (3. Varreduras
visuais para a conscientização de outras pessoas sobre a própria presença ), respire
fundo e simplesmente vá aborda-lá: a sua taxa de sucesso subiria aos céus.
Usando essa simples Conscientização tem feito eu ser abordado mais vezes
do que consigo contar agora.
Se você fizesse isso e ainda abordasse muitos grupos, você iria ganhar
todo o local (comprovação social ou social proof).
Eu fiz esta exata coisa no último sábado à noite. Havia algumas meninas agindo
explosivamente, porque a amiga de uma delas estava bêbada e agindo
como uma louca. Notei uma das meninas continuamente fazendo # 3 (3. Varreduras
visuais para a conscientização de outras pessoas sobre a própria presença).
A segunda vez que eu notei que ela tinha feito isso, me assegurei de
estar a olhando em sua direção... ela me viu olhando ... ela olhou de volta
para seu grupo por mais um minuto ou dois. A essa altura, inclinei ligeiramente para vê-la através da minha visão periférica. A próxima
vez que ela fez # 3 (3. Varreduras visuais para a conscientização de outras
pessoas sobre própria presença ) ela limitou seu alcance.
Eu fixei meus olhos exatamente
nos dela, travei o contato visual e fiz um leve aceno de cabeça (6.
Reconhecimento ou Esnobada ao contato visual da outra pessoa), Sorri (7. Um
sinal de agradecimento e apreciação ao contato da outra pessoa), eu virei meu
corpo ligeiramente para ela (8. Modificação da posição do corpo no espaço em direção
à pessoa, enquanto se mantém os sinais de apreciação a outra pessoa).
Se você tiver rosto de modelo ou ator não precisa fazer sinais de apreciação... hahaha
Ela sorriu de volta.
Cerca de 1 minuto depois, ela estava de pé ao meu lado. Mas ela não
disse nada.
Dei um grande sorriso quando ela olhou para mim ... ela me abordou com
algo bobo. Nós conversamos. Ela me contou sobre um jogo chamado "palavras
com o amigo" do iPhone. Eu disse a ela que meu nerds-ometro estava no maximo
naquele momento.
Para encurtar a história, era sua maneira de obter meu número de
telefone.
Temos um Dia 2 marcado (Dia 2 eh algo parecido com um encontro, mas
diferente em principio – vem do jargão PUA Day 2 ou D2).
Então, busque pelo # 3 (3. Varreduras visuais para a conscientização de
outras pessoas sobre própria presença). * E * siga os passos exatamente os passos. Se elas estão usando esta
fórmula é porque esta formula corresponde a realidade ...
Captain Jack
Traduzido por Jorge Augusto
Govoni de Lacerda, Psicólogo,
CRP 08/16.801
P.P.S. [...] Introversão é um dos inimigos reais de cada PUA.
PORQUE O BRASIL PERDEU A SEMIFINAL DA COPA PARA A ALEMANHA? A Paralisia por Análise e o Ataque de Ansiedade
Análise Psicológica: Porque o Brasil perdeu pra Alemanha
A Paralisia por Análise e o Ataque de Ansiedade
Escrito por Jorge Augusto Govoni de Lacerda
Psicólogo
CRP 08/16.801
É inacreditável, mas real.
Hoje foi o dia da derrota mais
humilhante da seleção Brasileira em toda sua história, em plena semifinal da
Copa do Mundo do Brasil. A maior goleada sofrida pelo Brasil na história das Copas. Essa é a lembrança que nos Brasileiros vamos guardar do dia 08/07/2014.
Desde o começo da Copa,
questionei a vários amigos se botavam fé nesta seleção: nenhum fez questão de
falar que acreditava que o Brasil ia ganhar com certeza. Ouvi muitos “ih, sei
lá...”.
Esse time do Brasil estava pior
que meu time de 4ª série no campeonato do Colégio Decisivo: nós fomos campeões!
Marquei mais que o Hulk e mais que o Fred (fiz 3 gols) – isso que eu não era um
bom jogador. Na verdade, a semifinal de Brasil x Alemanha no Mineirão parecia
um jogo de um time profissional contra um time escolar. Vexame.
Eu não entendo tanto assim de
Futebol, mas entendo de jogos e análise psicológica. Então vamos ao que
interessa.
Porque a seleção Brasileira foi
derrotada em casa pela Alemanha? A meu ver, existem duas explicações para o
vexame Brasileiro na copa:
1) COMISSÃO
TÉCNICA sofreu Paralisia por Análise
2) JOGADORES
sofreram de Ataque de Ansiedade
Vamos analisar por partes:
1) A Comissão técnica da Seleção Brasileira e a Paralisia por Análise
A comissão técnica do Brasil teve
várias dificuldades desde antes da Copa, até dificuldades adicionais no
percurso – algumas criadas por eles mesmos. Vou listar algumas:
1.1) Assumirão
a seleção mais ou menos dois anos antes da copa (pouco tempo para um preparo
adequado).
1.2) Estavam
sobre muita pressão (por ser uma copa em casa).
1.3) Deixaram
de convocar jogadores experientes, como Ronaldinho Gaúcho, Kaka, Robinho.
1.4) Erram em certas decisões estratégicas
(Escalações, formação tática e posicionamento dos jogadores em campo).
1.5) Perderam
um jogador fundamental do elenco (Neymar).
O que aconteceu com Felipão e a
Comissão técnica ocorre com profissionais de todos os níveis, e empreendedores,
que passam um tempo exagerado estudando e avaliando um potencial negócio e
demoram muito para começar a tomar ações efetivas.
Pode-se acreditar que ter muitas
informações é essencial para tomar boas decisões. Como regra geral isto é verdade, mas quando existe
um excesso de informações ou excesso de variáveis que se deseja compreender
para tomar a decisão, pode-se cair na paralisia por análise, ou seja: não se consegue decidir porque sempre se
esta querendo saber mais ou avaliar melhor.
Ninguém gosta da sensação de
dúvida. A dúvida drena energia de vidas, de empresas, de projetos e de pretensões.
Quando existe uma dúvida a qual alguém não soluciona, o pensamento fica em um
círculo vicioso que pode até provocar a paralisia completa das decisões. No
mundo dos negócios, isso é chamado de paralisia por análise.
Existem vários fatores que podem
levar a paralisia por análise, mas vou citar os 2 que me parecem críticos e que
foram os responsáveis pela paralisia da análise do Felipão e da Comissão
Técnica da seleção Brasileira:
·
* Personalidade do profissional: no caso, do nosso
técnico Felipão - traços de personalidade como a teimosia levam a paralisia por análise - Felipão
não se dispunha a mudar o esquema tático, não quis convocar jogadores como
Ronaldinho Gaúcho, teve relutância para mexer no time quando estava mal ou
demorou para mudar o posicionamento tático.
· * Falta de padrões (todas as menções feitas acima
valem para este fator que foi crítico – não levar o Ronaldinho Gaúcho para a
Copa e levar o Jô?! Isso é falta de padrões adequados). Essa era uma seleção
sem identidade, sem cara, sem nomes além do Neymar. Por isso, ninguém aparecia
marcar. O Brasil não era um time, eram jogadores correndo desordenadamente num
campo.
Em minha análise, bastava apenas
o Felipão ter estabelecido padrões
adequados. Esta técnica é muito útil especialmente em empresas, por exemplo,
se querem direcionar as ações de suas equipes.
Será que os jogadores entendem essa língua de sinais do Felipão?!
Toda organização deve ter uma visão, missão, estratégias e políticas que orientem e facilitem a
tomada de decisão por seus funcionários.
Ao estabelecer padrões e
estratégias de conduta, o escopo de opções para os profissionais é
reduzido, e eles se sentem mais seguros em seguir uma linha de raciocínio – e não
acometidos pela paralisia da análise.
Faltou ao Felipão principalmente visão! Mas as estratégias e as políticas da seleção Brasileira me parecem sem efetividade. A seleção Holandesa não fica em concentração, por exemplo - passam alguns dias com a família, curtindo praias e etc. Os alemães fizeram o mesmo. Mas jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Romário não foram escalados por treinadores Brasileiros por serem festeiros e não viverem nessa disciplina ansiolítica de concentração.
2) Os Jogadores da seleção Brasileira e o Ataque de Ansiedade
Em minha opinião, os jogadores da
Seleção Brasileira são as maiores vítimas da situação. O Fred, Hulk e o Bernard
não têm culpa de serem ruins e marcarem menos gols que eu num campeonato de 4ª
série. A culpa é do Felipão. Como ele mesmo assumiu já.
Porém, tais jogadores não sabiam
que “iam pipocar” (iam ter crise ou ataque de ansiedade) e também não sabiam
que eram tão ruins, em comparação com atletas do nível mundial.
Quando quase perderam para o
Chile, alguns jogadores tiveram Crise de Ansiedade, que terminou em choro
coletivo após a vitória. A verdade é que muitos jogadores já estraram em campo
MUITO ansiosos.
A crise de ansiedade é um momento em que a sensação de angustia e
insegurança aumentam de forma a deixar o indivíduo descontrolado com a sensação
de que alguma desgraça deverá acontecer com ele ou com as pessoas importantes
para ele.
Quando uma crise de ansiedade se
instala o que se pode fazer é tentar organizar os pensamentos rapidamente e
evitar pensar no pior. Difícil, afinal a ansiedade esta envolvida com o
processo de Luta ou Fuga (reação de um organismo frente uma ameaça).
A ansiedade é uma resposta
fisiológica a um evento que está prestes a ocorrer. É uma reação adrenérgica
(mediada pela adrenalina) que antecede e sucede o stress. A ansiedade é comum
antecedendo eventos que fogem da nossa rotina (uma festa, um encontro, uma
viagem, semana de provas, entrevista de empregos, etc…) é uma resposta, na
maioria das vezes, benéfica para o organismo, pois o possibilita Fugir ou
Lutar.
Pena que a seleção foi afugentada,
e não lutou. A seleção Fugiu de marcar a saída de bola e disputar cada centímetro
de campo, como fez na Copa das Confederações. Independente do Felipão ter
errado na escalação e tudo mais.
Veja se você vê algo em comum
entre os sintomas de uma Crise de Ansiedade e o comportamento do Brasil em
Campo contra a Alemanha na semifinal da Copa – e veja também se vê algo em
comum com todos aqueles que, como eu, estavam torcendo pelo Brasil:
Sintomas Fisiológicos:
- · Batimento cardíaco acelerado;
- · Suor frio;
- · Dor de cabeça;
- · Tensão muscular;
- · Tremores;
- · Ondas de calor;
- · Náuseas;
- · Boca seca;
- · Irritabilidade;
- · Impulsividade;
- · Pupilas dilatadas.
Sintomas emocionais:
- · Agitação e nervosismo;
- · Dificuldade de concentração e em relaxar;
- · Preocupação, pânico ou medo constante de alguma situação em particular, como por exemplo, medo de se machucar;
- · Sensação de que algo ruim vai acontecer;
- · Descontrole sobre os próprios pensamentos;
- · Preocupação exagerada.
A verdade é que o Brasil bugou.
Pifou. “Deu um apagão”, como disse o Galvão. Em vários momentos, os jogadores
Brasileiros literalmente bateram cabeça. Eles entraram em campo esboçando
confiança, mas após o primeiro gol, tudo foi por Terra.
É importante dizer que se três ou
mais destes sintomas estiverem presentes quase que diariamente nos últimos 6
meses, é importante consultar um psicólogo para avaliar e indicar o melhor
tratamento, pois o indivíduo pode estar sofrendo de um quadro chamado
transtorno de ansiedade generalizada.
Quanto ao Futebol, precisamos de
mudança na pauta toda: desde os cartolas na nossa CBF, ao profissionalismo dos
clubes Brasileiros, a infraestrutura oferecida ao atleta (deveria ser mais
sistêmica e biopsicossocial) e no profissionalismo e preparo psicológico tanto
das comissões técnicas quanto atletas.
Em minha opinião, a comissão técnica da seleção Brasileira devia
ter um Preparador Psicológico, assim como existe um Preparador Físico. Não
adianta ligar pra Psicóloga da seleção depois de quase perder pro Chile: é a
mesma coisa que ir bater na porta de um psicólogo depois que o surto psicótico aconteceu ou que algum estrago já esta
feito - algo muito comum aos pacientes e criticado por nós profissionais da Psicologia.
Regina Brandão, Psicóloga da seleção Brasileira
JORGE AUGUSTO GOVONI DE LACERDA
PSICÓLOGO
(41) 9199-0110
Referências
Luiz de Paiva, http://ogerente.com/congestionado/2009/07/23/processo-de-decisao-paralisia-da-analise/
Aldo Novak, http://www.grupos.com.br/blog/academianovak/
terça-feira, 8 de julho de 2014
Postado Por: Unknown






























