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Como Parar de Fumar Cigarro Parte I
Olá, neste video Excelente o Pneumologista do Unifest, José Roberto Brito Jardim, explica porque o Cigarro Eletrônico faz menos mal que o Cigarro, também explica os mecanismos de vício ou adicção em Nicotina, explica as formas que existem hoje disponíveis para largar o cigarro e as compara. Muito didático.
Tenho uma confissão a fazer: fumei por 17 anos mais ou menos um maço de cigarros por dia. Até que fui sendo Radicalmente Honesto e comecei a enumerar motivos pelos quais devia parar de fumar. Cada motivo foi dando força pra ter motivação suficiente para parar de fumar o cigarro. Consegui largar com o uso do cigarro eletrônico, que infelizmente tem a venda proibida em território nacional pela ANVISA, que tradicionalmente tem tomado diversas medidas retrogradas em relação a saúde pública do Brasil.
Um abraço a todos e aguardem a parte II sobre Como Parar de Fumar Cigarro, em breve.
Psicólogo Jorge Augusto Govoni de Lacerda
CRP 08/16.801
PSICOLOGIA ONLINE - COMO FUNCIONA O ATENDIMENTO VIRTUAL?
Nessa publicação explico:
1) A diferença entre o atendimento online e o atendimento virtual.
2) Como devem ser realizadas as consultas psicológicas nos atendimentos de terapias online.
3) Quais as vantagens de fazer uma consulta online de psicologia.
4) Qual o cliente que mais se beneficia com o atendimento a distância da Psicologia Online.
Obrigado pela atenção, ate breve!
Jorge Augusto Govoni de Lacerda - Psicologia Comportamental Online
CRP 08/ 16.801
Por que Terapia não é coisa de maluco?
Nesse video explico:
1) Porque a estigmatizaçao atrapalha tanto o cliente quanto o terapeuta, por fazer o cliente achar que seu problema é imutavel.
2) Como estigmatizar (condenar a pessoa a uma categoria limitante) tambem impossibilita ou dificulta as pessoas de procurarem ajuda psicologica.

3) Como a Terapia Comportamental toma cuidado ao fazer seus diagnosticos devido apropriação indevida da linguagem do psicologo pelas pessoas.
1) Porque a estigmatizaçao atrapalha tanto o cliente quanto o terapeuta, por fazer o cliente achar que seu problema é imutavel.
2) Como estigmatizar (condenar a pessoa a uma categoria limitante) tambem impossibilita ou dificulta as pessoas de procurarem ajuda psicologica.

3) Como a Terapia Comportamental toma cuidado ao fazer seus diagnosticos devido apropriação indevida da linguagem do psicologo pelas pessoas.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Postado Por: Unknown
Como saber se estou ficando louco ou não?
Nesse video abordo os seguintes temas:
- a normalidade e a doença mental: a apropriação da linguagem da psicologia por leigos e seus efeitos nocivos.
- a normalidade como estado inatingível e ate indesejável: é impossível ser 100% normal.
- saude x bem e estar e qualidade de vida: diferenças.
- a progressao de uma psicopatologia:
1) comportamento clinicamente relevante (que nao é necessariamente parte de um transtorno mental)
2) manifestaçoes e comportamentos caracteristicos de quadro de psicopatologia aguda (breve e passageira)
3) manifestaçoes e comportamentos característicos de quadro cronico (persistente a mais de 6 meses)
4) comorbidade: manifestaçoes agudas ou cronicas de mais de um transtorno mental.
Agradeço a atençao
Psicologo Online Jorge Augusto Govoni de Lacerda
Crp 08/16.801
- a normalidade e a doença mental: a apropriação da linguagem da psicologia por leigos e seus efeitos nocivos.
- a normalidade como estado inatingível e ate indesejável: é impossível ser 100% normal.- saude x bem e estar e qualidade de vida: diferenças.
- a progressao de uma psicopatologia:
1) comportamento clinicamente relevante (que nao é necessariamente parte de um transtorno mental)
2) manifestaçoes e comportamentos caracteristicos de quadro de psicopatologia aguda (breve e passageira)
3) manifestaçoes e comportamentos característicos de quadro cronico (persistente a mais de 6 meses)
4) comorbidade: manifestaçoes agudas ou cronicas de mais de um transtorno mental.
Agradeço a atençao
Psicologo Online Jorge Augusto Govoni de Lacerda
Crp 08/16.801
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domingo, 18 de setembro de 2016
Postado Por: Unknown
Terapia: como saber se preciso de acompanhamento psicologico de um terapeuta?
2) Cuidados ao analisar o comportamento humano tido como psicopatologico (para evitar estigmatizaçao, que é limitar o ato de definir-se ou de definir uma pessoa a partir de dada condiçao psicopatologica - "sou depressivo".)
3 - A diferença entre comportamento psicopatologico e transtorno psicopatologico (todos temos vez ou quando comportamentos depressivos, ansiosos, etc porem num transtorno psicopatologico os comportamentos psicopatologicos sao persistentes)
4 - Um transtorno psicologico (por exemplo, o luto complicado apos a perda de um ente querido) pode desencadear ou ser acompanhado de transtorno depressivo (chamamos de comorbidade).
5 - A principal caracteristica dos Transtornos Psicopatologicos: comportamentos psicopatologicos que persistem a mais de 6 meses causando prejuizos a vida social, laboral, amorosa da pessoa.
Ate a próxima.
Jorge Augusto Govoni de Lacerda
Psicologo Online - Crp 08|16.801
www.institutorelacionamentos.com.br
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Postado Por: Unknown
Pioneirismo na Psicologia Online por Whats App
Olá
Sou Jorge Augusto Govoni de Lacerda, PSICÓLOGO pela
PUCPR, TERAPEUTA
COGNITIVO COMPORTAMENTAL pelo IACCSul, Membro
da INTERNATIONAL SOCIETY FOR MENTAL HEALTH ONLINE - ISMHO e COORDENADOR do IR PSICOLOGIA ONLINE
Com a resolução 11/2012, o Conselho Federal de Psicologia regulamentou a atividade de Psicologia Online - antes, o Atendimento de Psicologia a Distância não era permitido. Agora, pode-se receber assistência psicológica sem sair de onde está, onde quer que se esteja!
Visite http://institutorelacionamentos.com.br
Os atendimentos
psicológicos online são realizados por terapeuta devidamente inscrito no
Conselho Regional de Psicologia. e nosso serviço é credenciado pela
Comissão Nacional de Cadastro de Sites do Conselho Federal de Psicologia
(protocolo 708218061), garantia aos clientes de serviços padronizados
nos procedimentos de atendimentos de Psicologia Online.
Realizamos as sessões através de Email e
Comunicadores Instantâneos - somos o primeiro serviço de Psicologia Online
autorizados a atender por Whats App, Viber e Telegram, que a maioria dos
telefones celulares modernos já tem instalados.
JORGE AUGUSTO GOVONI DE LACERDA (CRP PR 16.801)
Coordenador
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Postado Por: Unknown
Turn on the Fuck Off
Seguindo um editorial politicamente incorreto, quero fazer hoje uma publicação pequena.
Como se eu tivesse apenas 30 segundos de vida para dizer as palavras mais
importantes que você poderia ouvir.
Além de que às vezes medidas simples resolvem problemas
complexos.
Autor: Jorge Augusto Govoni de Lacerda.
CRP 08/16.801 Paraná
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Postado Por: Unknown
Medos e Fobias - Qual a diferença, como identificar e como tratar a fobia
Medos e Fobias: Qual
a diferença e como tratar.
Autor: Jorge Augusto Govoni de Lacerda
CRP 08/16.801
É muito comum alguém falar de seus medos citando que “tem fobia de dentista”, “fobia de avião”, “fobia social”, “fobia de barata” ou “fobias estranhas”, como “fobia de sangue”, “fobia de líquidos” e “fobia de borboletas”.
Esse pode ser um assunto muito mal interpretado, nos dois sentidos: tanto um pode supervalorizar esse medo, chamando de fobia, enquanto outro pode ser satirizado por seu medo “irracional”, não tendo reconhecida e respeitada a condição fóbica.
Pretendo explicar a diferença entre medo e fobia, e elucidar com exemplos pontuais as distinções devidas.
Medo
Aprimorando e sintetizando a definição do Wikipedia para o medo: envolve uma série de respostas reflexas (ou seja, autônomas, as quais não se optam por emitir) emitidas por dado organismo a certo estímulo antecedente (auditivo, visual, verbal, cenestésico ou olfativo) ou contexto (situações mais complexas aonde estímulos se combinam).
Quando ocorre a resposta reflexa do medo, acontecem várias mudanças biopsicossociais no organismo amedrontado, tais como: indução de estado de alerta demonstrado pelo receio de alguma coisa, reações químicas hormonais (descarga de adrenalina no organismo), aceleração do sistema cardiorrespiratório, tremores, palpitações, “pensamentos negativos”, entre outros - tudo para sinalizar a iminência e possibilitar ao organismo fugir ou lutar.
tríplice contingência:
Estimulo = "Buh!" ---------- Resposta: = "AAAAAAAhhhhhhhh" ========= Consequência: Medo de ....
Logo que não se vê tão ameaçado ou que a ameaça é amenizada, o medo passa.
Você sente “medo de dentista”, por exemplo, quando age como eu: fica se segurando na cadeira, fecha os olhos e tem uma aceleração do sistema cardiorrespiratório quando o dentista liga aquela broca (como eu, talvez você lembre-se da sensação que foi a vez que um dentista pegou sua gengiva com a broca).
Em segundos, o medo se dissipa, e o organismo volta ao normal.
O mesmo vale para o “medo de amar” ou o “medo de avião”: como eu, você pode sentir um friozinho na barriga e um receio, começar a ter “pensamentos negativos”, tipo “e se fulana trair?! E se me mal tratar?!” ou “e se o avião cair!? E se tiver um terrorista a bordo?!”. São preocupações relativamente verdadeiras, é claro.
Todos já sabem quem já foi traído ou já passaram na pele por uma traição. E todos sabem que, apesar de relativamente seguros, se o avião cair ou explodir, é pequena a chance de sobrevivência.
Ou seja, o medo é uma reação PROPORCIONAL ,“CABÍVEL” e “RACIONAL”. (logo que ler a explicação para fobia, vai entender porque cabível e racional foram citadas entre aspas).
Note que o recruta esta com cara de assustado e com o corpo levemente inclinado para trás, proporcional a inclinação do oficial que esta passando um sabão
Em termos comportamentais: é medo quando existe proporcionalidade entre intensidade, duração, frequência e numero de respostas que o organismo amedrontado emite frente a ameaças.
Fobia
A fobia é um dos Transtornos de Ansiedade existente. Assim, Transtornos Fóbico-Ansiosos é o nome correto, segundo o site psiqweb (veja aqui), para 3 condições que compõem um grupo de transtornos nos quais uma ansiedade intensa é desencadeada por situações determinadas e que não representam algum perigo real. Por esse motivo estas situações fóbicas são evitadas ou suportadas com muito temor ou angústia.
Existem 3 tipos de Transtornos Fóbicos-Ansiosos: Fobia Social, Fobia Específica e Agorafobia.
Nesse artigo vou apenar citar a Agorafobia (literalmente, medo da ágora, as praças de mercado – trata-se de um nome antigo): é o medo generalizado de lugares ou situações aonde possa ser difícil ou embaraçoso escapar ou então aonde o auxílio pode não estar disponível.
Já a fobia social será tema aprofundado em outros tópicos futuros.
Como o medo, a fobia envolve respostas reflexas (ou seja, autônomas, as quais não se optam por emitir) emitidas por dado organismo a certo estímulo antecedente (auditivo, visual, verbal, cenestésico ou olfativo) ou contexto (situações mais complexas aonde estímulos se combinam).
A diferença da resposta Fóbica (a reação que a pessoa com fobia tem frente a um estímulo aversivo) para a resposta do Medo não é em termos das mudanças biopsicossociais no organismo, mas sim em termos da proporcionalidade entre intensidade, duração, frequência e numero de respostas que o organismo fóbico emite frente a ameaças ou inclusive sem estar frente à ameaça alguma.
Ou seja, o cliente emite comportamentos do quadro de Fobia Social ou Fobias Específicas (às vezes autodenominadas como fobias estranhas) como “Fobia de Borboletas”, por exemplo, quando:
1) O simples ato de ouvir falar sobre ou imaginar: seja ir a uma reunião ou festa OU uma borboleta voando acima de sua cabeça (isso se denomina Ansiedade Fóbica)
2) Ver vídeos de uma festa ou reunião de um desenho animado OU ver uma borboleta de plástico do kit de bichinhos de látex do sobrinho de 8 anos.
3) No exemplo da “fobia de dentista”, o simples barulho de algo que se assemelhasse a uma broca poderia eliciar a emissão da resposta fóbica.
O site Psiqweb traz uma distinção importante e fala da “Fobia como sintoma”: aparece como um medo imotivado e patológico, desproporcional e especificamente orientado para um determinado objeto ou situação. O que eles querem dizer é “a fobia existe como uma manifestação aguda”.
Assim, menciona-se também no Psiqweb que o Transtorno Fóbico-Ansioso se caracteriza pela prevalência de sintomas Fóbicos, ou seja, medo imotivado e patológico, desproporcional e especificamente orientado & persistente diante de um objeto ou situação específica. O que esta sendo dito é que trata-se de uma condição que é distinta por ter aspectos “crônicos” e trazer graves comprometimentos a vida laboral, pessoal e social aqueles acometidos.
Diretrizes e Critérios de Diagnóstico
para Fobia Específica:
|
A. Medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado
pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (por ex., voar,
alturas, animais, injeção, ver sangue).
B. A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase que invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico ligado à situação ou predisposto pela situação. Nota: Em crianças, a ansiedade pode ser expressada por choro, ataques de raiva, imobilidade ou comportamento aderente. C. O indivíduo reconhece que o medo é excessivo ou irracional. Nota: Em crianças, esta característica pode estar ausente. D. A situação fóbica (ou situações) é evitada ou suportada com intensa ansiedade ou sofrimento. E. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida (ou situações) interfere significativamente na rotina normal do indivíduo, em seu funcionamento ocupacional (ou acadêmico) ou em atividades ou relacionamentos sociais, ou existe acentuado sofrimento acerca de ter a fobia. F. Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração mínima é de 6 meses. G. A ansiedade, os Ataques de Pânico ou a esquiva fóbica associados com o objeto ou situação específica não são melhor explicados por outro transtorno mental, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (por ex., medo de sujeira em alguém com uma obsessão de contaminação), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (por ex., esquiva de estímulos associados a um estressor severo), Transtorno de Ansiedade de Separação (por ex., esquiva da escola), Fobia Social (por ex., esquiva de situações sociais em vista do medo do embaraço), Transtorno de Pânico Com Agorafobia ou Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico. |
Para o Dr. Masci, Psiquiatra, (em artigo disponível aqui) “seis em cada dez pessoas com fobias conseguem se lembrar da primeira vez que a crise de medo aconteceu pela primeira vez, quando as sensações de pânico ficaram ligadas ao local ou situação em que a crise ocorreu. Para essas pessoas, há uma ligação muito clara entre o objeto e a sensação de medo”.
Posso exemplificar um caso de Fobia Especifica: o caso da pessoa emitindo resposta fóbica a borboletas - era uma mulher, já de certa idade (60 anos), que fez esse relato de sua infância, num local que tinha muitas borboletas em sua cidade natal – certo dia, brincando nesse local, um parente ou vizinho que cuidava dela lhe aterrorizou, falando que sua mãe lhe odiava, que ela era um problema, não valia nada.
Desse dia em diante, ela teve crises graves de resposta reflexa do medo ao pensar em ou ver uma borboleta: indução de estado de alerta demonstrado pelo receio de borboletas, reações químicas hormonais (descarga de adrenalina no organismo) ao ver ou imaginar borboletas, houve também aceleração do sistema cardiorrespiratório, tremores, palpitações e “pensamentos negativos”, que foram tanto relatados quanto presenciados por minha pessoa uma vez.
Seu coração saltou como se quase tivesse caído de um desfiladeiro. Ela ficou suando e disse “Eu sei que esse medo é ‘irracional’, ‘incabível’. Mas sei lá, vê se isso era coisa pra se falar para uma criança? Que a mãe não gostava dela?! Isso tudo me marcou, não consigo controlar....”.
Ou seja, a pessoa acaba em auto-estigmatização. Estigmatização, para o Dicionário Aurélio é:
1. Acusar como autor de ação infame; censurar, verberar: Estigmatizaram injustamente o governador.
2. Censurar, acoimar, condenar: "para estigmatizar não só a hipertrofia militarista, mas a própria instituição da guerra." (Ricardo Jorge, Sermões dum Leigo, p. 132).
3. Qualificar pejorativamente; apodar, tachar: Estigmatizou-o de infame.
Se usarmos termos como “fobias estranhas”, “medo irracional” e “medo incabível”, não é possível compreender o paradoxo que a linguagem impõe a tal questão: dizer que o comportamento de fobia social ou fobia de borboletas é irracional ou incabível é uma afirmação falsa e limitada.
Devemos dizer apenas que os comportamentos fóbicos são desproporcionais – é essa desproporção entre intensidade, duração, frequência e numero de respostas que o organismo fóbico emite frente a ameaças que o leva a auto-estigmatização, e consequentemente a afirmar erroneamente que seu comportamento é “irracional” e “incabível”. A pessoa se culpa por não conseguir se controlar.
Mas como eu mencionei no caso da fobia de borboletas, e como o Dr. Masci mencionou sobre os fóbicos, muitos sabem muito bem quando ocorreu a origem da condição fóbica. E ela muitas vezes esconde “emparelhamento de estímulos”: foi o caso da fobia de borboletas.
As borboletas que costumeiramente revoavam o local da brincadeira se tornaram um estimulo emparelhado ao estimulo aversivo verbal do vizinho ou parente que cuidava da menina.
Além disso, é necessário falar da “função do comportamento”: a reação fóbica é, muitas vezes, funcional para quem emite respostas fóbicas (ao menos no momento de sua geração, algumas vezes é também funcional sua manutenção – para elucidar o que é funcional, um exemplo é quando ganha apoio social após crises de fobia – ou seja, a resposta fóbica é sucedida de certa consequência recompensadora). Assim sendo, o organismo que emite respostas fóbicas foi ou pode ainda ser obter ganhos ao emitir tal resposta.
Então, as respostas fóbicas não são, de modo algum, “incabíveis” nem “irracionais”, pois tem uma função especifica de proteger um organismo frágil de ameaças para quais ele não tem estratégias de enfrentamento mais eficientes para empregar.
A técnica mais recomendada para o tratamento da fobia, é a dessensibilização sistemática. Numa progressão em gradiente de menor grau de aversividade até maior grau de aversividade, clientes são exposto a estímulos eliciadores de manifestações fóbicas, a fim de tornar seus comportamentos insensíveis aos estímulos aversivos, assim tais estímulos vão sendo desemparelhados do perigo e perdendo força como estímulos aversivos (veja video aqui de dessensibilização ao dentista).
Devo frisar que essa técnica só deve ser aplicada por profissionais da área, que possam oferecer o devido apoio ao cliente. Não recomendo que tente fazer isso em casa. Até porque recomenda-se aqueles acometidos pela fobia fazerem Psicoterapia.
Outro ponto importante em salientar: se algum psicólogo lhe disser que você “tem fobia”, cuidado! Responda-me uma questão, para elucidar minha perspectiva: se você “tem fobia”, aonde em você ela esta localizada?
Talvez você responda mente, sensações, pensamentos, sentimentos, lembranças. Eu não diria que nenhuma esta errada, diria que todas estão. Na verdade não é possível de fato saber se a fobia esta em nada disso, pois nada disso é palpável nem observável. Assim, é a parte empírica, observável e pública sobre você a qual é possível analisar e modificar: a fobia esta localizada no seu comportamento. Logo, você não pode se acusar nem ser acusado de “ter fobia”.
Por isso acredito na psicologia comportamental como uma ciência da libertação: você não pode e não deve permitir ser vitimado pela forma por qual o contexto ou os estímulos moldaram seu comportamento. Analise funcionalmente junto a um psicólogo comportamental sua fobia, você vai aprender muito sobre a sua condição.
Aos “fóbicos” eu diria que eles “não têm fobia”, mas “emitem respostas fóbicas”. Ou seja, a resposta fóbica é empírica, observável, manuseável e uma condição transitória e possível de ser modificada - não um atributo permanente de você, como uma doença crônica.
Um abraço a todos!
domingo, 27 de julho de 2014
Postado Por: Unknown
Qualidade de Vida em regiões de Baixa Temperatura: O Frio chegou, e não é Psicológico
QUALIDADE DE VIDA EM REGIÕES DE
BAIXA TEMPERATURA
O Frio chegou, e não é
Psicológico.
Autor: Jorge Augusto Govoni de Lacerda
Psicólogo, CRP 08/16.801
Muitos conhecem Curitiba, a
capital do estado do Paraná.
Para quem não conhece, é famosa
por seu sistema integrado de transporte público, que utiliza passagens únicas e
canaletas exclusivas para ônibus. Curitiba também é famosa por ser uma cidade
arborizada.
A capital Paranaense tem algumas
outras qualidades, mas vou direto ao ponto - quero falar dos pontos negativos
de morar em cidades frias como Curitiba e como
contornar a diminuição de qualidade de vida causada pelo principal defeito da
capital: faz muito frio!
Ok que não faz tanto frio quanto
no Rio Grande do Sul ou na Serra Catarinense. Mas incomoda.
Segundo o artigo “Cold environment
and Cold Work”, traduzindo, “Ambiente frio e trabalho frio”, um ambiente frio é
definido por condições que causam ao corpo perdas de temperatura além das
normais. Nesse contexto normal refere-se ao que as pessoas experienciam no dia
a dia sobre condições confortáveis, geralmente ambientes interiores, assim,
pode haver variação na normalidade devido a condições sociais, econômicas ou
pertinentes ao clima local – porém, o artigo define como frio ambientes com a
temperatura variando entre 18 cº e 20 cº.
Por anos, para esquentar pés e mãos, usei aquecedores de
cabelo (pifei 3), bolsa de água quente e aquecedores de ambiente (pifei 2). Mas
quando a mão esquentava, o pé já estava gelado novamente..Sempre tive esse
problema com frio nas extremidades, e sofro a 29 invernos seguidos. E suponho
que não sou o único a ter os pés e mãos sempre gélidos nessa cidade.
Esse mês, motivado pelo aumento
da conta de luz da copel em 25%, motivado pelas reclamações com as altas
faturas anteriores e motivado pela ineficiência dos aquecedores, instalei no
ambiente que mais fico um forno a lenha pequeno, tipo uma lareira. Foi a melhor coisa que fiz pela minha vida.
O frio tem seus aspectos
psicológicos, mas o frio não é psicológico, como dizem. Eu diria que as
mulheres gostam de pensar que o frio é psicológico, porque quando as mulheres
dizem que “não sentem frio” elas querem dizer “não podemos sentir frio se quisermos
estar bonitas”. Hahaha. Não é?!
Voltando ao tema, como lidar com
o frio?
No terceiro dia utilizando à
lareira, constatação: o frio impõe um gasto energético enorme ao corpo – minhas
mãos e pés não estavam mais esfriando em 5 minutos, estavam ficando quentes,
mesmo durante períodos os quais estava longe do fogo, em outro ambiente. Evidência:
levou MUITO mais tempo para esfriar as
mãos e os pés, mantiveram-se quentes por até 40 minutos longe do fogo.
Vamos a um trecho interessante do
artigo escrito por Dahlström, Göran, Granberg, Per-Ola, Holmér e Ingvar (será
que eles são de algum pais nórdico!?), “Ambiente frio e trabalho no frio”:
“Estresse pelo frio
pode estar presentes em muitas formas diferentes, afetando o equilíbrio de
calor em todo o corpo, bem como o equilíbrio de calor local de extremidades,
pele e pulmões. Os meios naturais de lidar com o estresse por frio é através de
ação comportamental e, em particular, a mudança e a adaptação da roupa.
Proteção suficiente impede de resfriamento. No entanto, a própria proteção,
pode causar efeitos adversos indesejáveis. [...] Resfriamento de todo o corpo
ou partes do corpo resulta em desconforto, função sensorial e neuro-muscular
prejudicada e, em última análise, lesão pelo frio. Desconforto pelo frio tende
a ser um forte estímulo para um comportamento de ação visando reduzir ou
eliminar o efeito do frio.”
Penso que isso tem haver com o gasto energético exacerbado que é imposto ao
corpo humano no frio: Como estou Diabético tipo I e sou adepto do método de
controle de carboidratos, sei que num dia quente preciso de 30g de carboidratos
a cada 2 horas. Num dia frio, normalmente preciso de 45g de carboidratos a cada
2 horas.
Supõe-se que, ao não gastar calorias tentando evitar a perda de calor, o corpo consegue
manter-se aquecido mais tempo com as mesmas 30g de carboidratos. Para um
diabético, comer carboidratos moderada e
planejadamente significa menor probabilidade de desenvolver complicações
secundárias no futuro. Isso vale para pessoas saudáveis, afinal qualquer um
pode desenvolver doenças cardiovasculares ou metabólicas, como a Diabetes tipo
II.
Mas, se você não puder instalar
em sua residência uma lareira, se você não quer comprar um poncho gaúcho e
mesmo se você for diabético, pode seguir essa dica: no frio, coma 1/3 a mais da porção de carboidratos que você geralmente
come. Seu pâncreas agradece se você souber balancear proteínas, gorduras
saudáveis e fibras. Conforme exemplo da tabela abaixo, você deveria comer a cada duas horas, em um dia frio, 3 fatias (em média 37g de carboidratos), enquanto em dias quentes você comeria 2 fatias (25g de carboidratos).
Outro ponto aonde o frio diminui
a qualidade de vida de Curitibanos, sejam eles saudáveis, diabéticos ou
portadores de outras condições: postura
corporal e mobilidade. Praticamente todas as articulações do meu corpo
doem, devido à magreza, fibromialgia e artrose (complicações secundárias da
diabetes).
Pode-se perceber que o
aquecimento do ambiente proporcionado pelo fogo da lareira, por atuar de forma
sistêmica no ambiente, atenua todas as dores articulares da artrose e todas as
dores difusas da fibromialgia. Bem, deixe-me reformular: na verdade, pode-se
perceber que o aquecimento do ambiente proporcionado pelo fogo da lareira não
permite que a pessoa prejudique sua biomecânica.
Explico.
A vasoconstrição é o fenômeno de encurtamento
no calibre dos vasos sanguíneos, e consequência
mais nefasta do frio: o sangue circula com mais dificuldade e, assim, é
mais difícil manter a temperatura corporal em 36 cº. Apesar de não ser médico,
imagino que vários tecidos que precisam do sangue circulando normalmente tem seu
desempenho prejudicado.
De fácil constatação, é visível a
diminuição da qualidade de vida dos moradores de locais frios como Curitiba em
termos de Mobilidade e Postura Biomecânica do corpo, devido consequência
vasoconstritora que o frio impõe ao tecido muscular: mas, com a lareira, tanto
a postura corporal correta (com
tônus muscular e ereta) quanto à mobilidade
(não ficar embaixo de um cobertor ou sentado numa cadeira em frente a um
aquecedor) foram possíveis como nunca. Evidência: sentimento de estar de férias
num resort de luxo, para ser bem sincero. Hahaha.
Nesta busca por mais qualidade de
vida e viver em uma cidade fria, aonde manter a temperatura corporal (não
sentir frio) é desafio, presta-se a seguinte constatação: com a lareira a produtividade laboral aumenta uns 10%. Em 3 dias de
transformações alquímicas, aonde a Calcinação de pequenos tocos de madeira se
dissolve em Calor conduzido ao ar, e assim, ao corpo, compromissos foram
realizados 2h antes do normalmente previsto. Lareira = fazer mais e melhor.
Sintetizando o que Dahlström, Göran, Granberg, Per-Ola, Holmér
e Ingvar do artigo “Ambiente frio e trabalho no frio” tem a dizer sobre isso: Prevenção
de diminuição de temperatura se dá por meio de vestimentas, anteparos e roupas,
como tocas, calçado de proteção, luvas e chapéus, que interferem na mobilidade
e destreza.
“Há um "custo de proteção", no
sentido de que os movimentos tornam-se restritos
e mais desgastantes para serem realizados. A contínua necessidade de
ajustamento dos anteparos, para manter um elevado nível de proteção, requer
atenção e juízo, e pode comprometer a fatores como a vigilância e tempo de
reação. Um dos objetivos mais importantes de pesquisas no campo da ergonomia é
a melhoria da funcionalidade da roupa, mantendo a proteção frio.”
Quer mais?
O atleta de alta performance e
escritor do best-seller “4 horas para o Corpo”, Timothy Ferriss, comenta neste
livro que a temperatura parece estar diretamente ligada a quantidade de massa
magra de uma pessoa: no livro, são descritas as conclusões de Ferriss e um
engenheiro de materiais da NASA sobre como a diminuição da temperatura, através
de banhos gelados ao longo do dia, ajudava na diminuição de peso. É possível supor
o contrário? Com a lareira e o aumento
da temperatura, poderá haver aumento no ganho de peso?! São cenas para os
próximos capítulos....
Para concluir, o frio deixa as pessoas mal humoradas,
afinal, você esta em Luta ou Fuga, irritado e se sentindo um boneco de neve
tentando batalhar contra o frio colocando blusas ou sentando na frente de um
aquecedor, se sentindo derrotado ao ser botado pra correr pro seu quarto por aquele
vento frio que passa por fora do recinto quentinho.
Acender ao fogo e sentir-se
aquecido tem como consequência um sentimento
de ser um humano pleno e feliz – uma casa fria não é um abrigo decente, e
assim uma das maiores necessidades básicas do ser humano esta insatisfeita e,
quanto menos aconchego, menos qualidade de vida. Já num ambiente quente, é possível
sentir-se aconchegado.
Por não ser um refém do frio e
poder manejar a temperatura do seu corpo, pra fechar os argumentos de porque a
lareira pode aumentar sua qualidade de vida, você também pode:
·
Fazer seus gatos perderem a obsessão por montar
um ninho no seu colo.
·
Ter um passatempo atávico – desde os primórdios da
humanidade o homem é facilmente hipnotizado pelo fogo.
·
Se livrar facilmente e de forma segura de
documentos sigilosos e comprometedores.
·
Ver sua namorada se sentir muito mais motivada
para tirar aquela blusa de lã que ela ganhou da prima como presente pelo
aniversário de 13 anos.
·
Fazer chimarrão, chás, cafés, batatas assadas e marshmellows.
Descubra o fogo e deixe de ser um homem primitivo. Recomendo instalar uma lareira em casa, principalmente se você mora numa cidade fria: é uma grande implementação
no seu #EstiloDeVida!
Jorge Augusto
Govoni de Lacerda
Psicólogo, CRP
08/16.801
A Vida é cheia de Mudanças - Parte 4 (fim)
Existem diversos fenômenos psicológicos que são antecedentes e consequentes a mudanças e que podem exercer influência sob como uma pessoa lida com uma mudança - fenômenos que podem acabar facilitando ou complicando tais mudanças.
Clique para conferir agora!
Clique para conferir agora!
8)
CONVIVER OU SE ENVOLVER COM A PESSOA ERRADA:
Qualquer pessoa
esta sujeita a conviver ou até se envolver com pessoas que são muito
inconvenientes. E qualquer um esta sujeito a comportar-se de forma
inconveniente.
Uma boa
definição para as pessoas inconvenientes é o conceito de Vampiro Emocional. O que é um Vampiro Emocional? Vampiros
Emocionais são pessoas que não sugam sangue, mas a atenção, o amor próprio e a
energia dos outros.
Conhecimento e
esclarecimento são essenciais para lidar com os inconvenientes, ditos Vampiros
Emocionais, é indispensável.
Existem 6 tipos
de Vampiros Emocionais. Cuidado, você pode estar se comportando como um exatamente
agora:
8.1) Coitadinho
8.2) Desinteressado
8.3)
Interrogador
8.4) Intimidador
8.5) Contador de
Vantagens
8.6)Interesseiro
Em um post
futuro do blog, falaremos mais detalhadamente sobre os Vampiros Emocionais, e o
verdadeiro motivo que os leva a se comportarem de forma inconveniente: medo.
Se você se
envolveu ou se você convive com um Vampiro Emocional, só tem duas opções: fugir para longe da pessoa ou traçar
estratégias coerentes para resolução do problema (esta ultima opção é a
única em caso de relações que não podem ser rompidas - filhos e pais, por
exemplo).
Diálogo e misericórdia são
fundamentais: a solução é buscar entender que o Vampiro Emocional na verdade
tem medo. Deste modo é possível tentar descobrir seus medos e assim, entender
porque esta sofrendo e sendo inconveniente.
Quem sabe o
Vampiro Emocional não queira vencer seus demônios, nem conhecer ou esclarecer suas
imperfeições. Porém, para não permitir que ele roube seu poder e sua
vitalidade, você deve conhecer se convive ou se esta envolvido com algum dos
tipos mencionados acima.
Se você acha que
esta se comportando como um dos tipos de Vampiros Emocionais acima mencionados,
faça questionamentos a si mesmo, se
aprofunde na natureza de suas observações – a honestidade com que conseguir
empreender tal tarefa, se traduzirá em quão profundamente você poderá se
conhecer e se esclarecer.
É difícil ser
honesto consigo mesmo de uma forma autocrítica. Mas avalie sem obscuridades suas próprias atitudes, converse sobre suas
atitudes com os outros (você não precisa dizer que é você, diga que é um amigo
seu – hehehe) – mas insista em tentar se conhecer, até que um olhar a si mesmo
bastará.
Apenas cuidado
ao ser como Alice no País das Maravilhas, citando o Gato de Botas: “Pra quem
não sabe aonde ir, qualquer lugar serve...”. Ou seja, não fantasie muito nas suas autoavaliações antes de poder confirma-lás -
elas podem estar erradas.
Quando falamos
de Mudanças e Crises, se deve ser
estrategicamente cuidadoso. Como diz a máxima do método de autodefesa Krav
Magá, “uma pessoa 100% atenta nunca é pega desprevenida”. Esqueça os ditados
populares, conselhos sobre positividade e mensagens com afirmações positivas que
sempre são lugares comuns para aqueles que estão lindando com reviravolta em
suas vidas (ou que precisam dar uma reviravolta em suas vidas).
Seja quem quer
mudar ou quem precisa mudar, ou quem esta passando por uma crise: ditados
populares e conselhos sobre ser positivo não satisfazem, e às vezes acabam por
apenas disfarçar as necessárias mudanças. Porém, não se deve também abandonar a
positividade. Fique atento aos aspectos negativos e positivos de tudo.
É claro que em
momentos de sofrimento, é difícil manter a cabeça erguida – diante as
dificuldades, qualquer um está sujeito a focar nos aspectos negativos, se
acovardar e querer desistir. Porém, a Coragem
muitas vezes surge da fraqueza.
A Persistência
é uma característica inata a qualquer organismo vivo que luta por sua
sobrevivência – é nos momentos mais críticos que organismos são forçados a se
adaptarem a condições novas, e em um salto, ocorre à evolução das espécies.
Lutar ou fugir de adversidades é um desafio que somente mudará de cara.
Devo mencionar
novamente a Resiliência: segundo o Wikipédia, é um conceito oriundo
da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns
materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse
sem ocorrer ruptura. Caracteriza pessoas que têm a capacidade de retornar ao
seu equilíbrio emocional após sofrer grandes pressões ou estresse.
Outro ponto
importante são os Valores Éticos e Valores Morais – não vou defender ou me
posicionar contra nada, apenas dizer que se deve considerar que os Valores
Éticos e Valores Morais são vitais para a adequação de uma pessoa aos Papeis do
grupo ou “tribo” – isso pode significar
que:
1) Mudanças podem levar uma pessoa a rever
seus Valores Éticos e Valores Morais;
2) Valores
Éticos e Valores Morais podem conduzir uma pessoa num processo de mudança;
Ser ou tornar-se membro de um grupo social,
seja de uma família, uma associação, uma escola, uma turma ou uma gangue
implica ao membro ter uma conduta apropriada aos Valores Éticos e Valores
Morais do grupo. Cada grupo tem “Políticas Mamíferas” próprias – quanto mais
adequado às políticas do grupo, maior o valor do membro para este.
O membro de um
grupo precisa assumir uma identidade que torne sua conduta adequada ao grupo. Assim,
mudanças podem tanto conduzir uma pessoa a procurar
um novo grupo social – pois o membro não mais se sente adequado as suas
políticas - tanto quanto mudanças nas políticas de um grupo social podem levar
um membro a rever seus Valores Éticos e
Valores Morais.
Afinal de
contas, “tudo o que alguém pode fazer,
qualquer pessoa pode fazer” – esse é um dos mais importantes pressupostos
da Programação Neurolinguistica, A
PNL surgiu do estudo dos padrões fundamentais da linguagem e técnicas de
terapeutas renomados e bem-sucedidos Dr. Milton Erickson (hipnoterapia), Fritz Perls (gestalt), Virginia Satir (terapia
familiar sistêmica), Sigmund Freud (Psicanálise), Carl Rogers
(Psicoterapia Breve) e Burrhus Skinner (Psicologia Comportamental).
O trabalho deste
último, Skinner, se fundamentou na aprendizagem de comportamentos. Em suma, qualquer Habilidade ou Competência Humana faz
parte de um Repertório de Habilidades:
seja andar, falar, andar de bicicleta, manusear uma maquina ou praticar uma
atividade física, todos os Repertórios de Habilidade contam com muitos
comportamentos a sua disposição e que são aprendidos por tentativa/erro ou
observação de um modelo.
Isto é
importante porque desenvolver uma
Habilidade pode trazer mudanças, e mudanças
exigem que se desenvolvam novas habilidades.
Por exemplo,
para o Repertório de Habilidade de Andar de Bicicleta, uma pessoa precisa:
·
Aprender a manter as mãos firmes no guidão
·
Aprender a sentar confortavelmente
·
Aprender a pedalar
·
Aprender a virar o guidão
·
Aprender a frear
·
Aprender a manter o equilíbrio
·
Aprender a fazer todas essas coisas juntas
Como se vê, a
aprendizagem de um novo Repertório de Habilidades e Competências funciona por Aproximação Sucessiva – é impossível
adquirir o Repertório de Habilidades “Andar de Bicicleta” de uma vez só. São
muitos erros e quedas até que se possa adquirir proficiência na atividade em
questão.
É importante
falar também sobre os Níveis de
Aprendizagem. Na Programação Neurolinguistica, consideram-se 4 níveis de
aprendizagem:
·
Incompetência Inconsciente (Não sei que não sei)
·
Incompetência Consciente (Sei que não sei)
·
Competência Consciente (Sei que sei)
·
Competência Inconsciente (Não sei que sei)
Quando falamos
de aprendizagem, falamos do descobrimento
e desenvolvimento de si mesmo. Cada qual tem necessidades e paixões únicas,
e deve investigar quais são. Não vou ser arrogante ao ponto de recomendar
Repertórios de Habilidade a se desenvolverem, mas médicos, nutricionistas,
educadores físicos, psicólogos e outros muitos profissionais podem ajudar no
desenvolvimento de novas habilidades ou mudanças necessárias e/ou desejadas de
estilo de vida.
São
consagrados como Competentes, Capazes ou Habilidosos em dada área aqueles
indivíduos mais apaixonados e dedicados
aos Repertórios de Habilidades envolvidos. Por exemplo, Anderson Silva, lutar
de MMA Brasileiro, que sempre zombou, esquivou e nocauteou com maestria seus
adversários (e tem como mestre o lutador de aikido e ator Steven Seagal). Ou o corredor Ayrton Senna, que voava baixo nas pistas de fórmula um, abrindo voltas em seus
adversários.
A explicação
pode ser dada através do conceito dos Masterminds, traduzindo Mentes Mestres, do Best seller “Pense e
Enriqueça”, de Napoleon Hill: a riqueza se encontra nas pessoas, nos seus
contatos, suas habilidades, suas particularidades. Empresas grandes sabem
disso, e usam como estratégia denominando e tratando seus contratados como Colaboradores,
não funcionários.
Quando se
desenvolve tamanha Competência em uma área, é possível começar a agregar valor, tornar-se transcendente, Próspero
e Abundante (a riqueza esta onde os olhos não podem ver). Pessoas
consideradas exemplares chegaram a tal status –Jesus, Madre Tereza de Calcutá, Angelina
Jolie e Ayrton Senna estão entre eles. Todos, depois de imensa projeção popular
ou riqueza, começaram a exercer filantropia.
Parece que quando
uma pessoa já não pode tornar-se melhor ou mais rica, se ela é realmente
Prospera, tenderá a ajudar aos outros
em suas jornadas – Bill Gates também seguiu a rota de Angelina Jolie e Ayrton
Senna, todos de maneiras e por caminhos diferentes - todos são pessoas
exemplares, publicamente reconhecidas e que voltaram suas conquistas em prol
daqueles menos prósperos.
Em minha
humilde opinião, foi isso que realmente Jesus quis dizer com a frase
“Crescei-vos e multiplicai-vos” – “Tornem-se
competentes e propaguem o desenvolvimento”. A lição observada: Se você não
esta passando por nenhuma mudança ou crise, ajudar alguém em crise ou em
dificuldade com mudanças é altamente recompensador.
Grato pela
atenção e até a próxima!
Jorge Augusto
Govoni de Lacerda
Psicólogo e
Coach Comportamental
CRP 08/16.801























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